secagem de vasinhos - Escleroterapia

A Escleroterapia é um tratamento para remover os vasinhos, também chamados de telangectasias. Este tratamento não necessita de cirurgia e sua recuperação é muito rápida.

Grande parte das pessoas apresenta ramificações venosas minúsculas nos membros inferiores, denominadas telangectasias ou “vasinhos”, como são conhecidos popularmente. Esses vasos também podem estar presentes em outras regiões como face, pescoço, colo e tronco.

O que são as telangectasias?

Esses “vasinhos” superficiais da pele nada mais são que capilares venosos que sofrem dilatação e tornam-se aparentes. Têm localização intradérmica e não causam riscos à saúde, mas costumam gerar um grande desconforto do ponto de vista estético. Esses vasos nunca se tornam varizes, mas podem aumentar em quantidade com o passar do tempo.

As telangectasias costumam apresentar coloração avermelhada ou vermelho-arroxeada. Muitas vezes são ramificadas e podem estar presentes em qualquer região das pernas, sendo mais frequentes na face externa das coxas, região interna e posterior dos joelhos e ainda nos tornozelos.

Quais são os sintomas?

Como já dito anteriormente, o maior desconforto que causam costuma ser estético, mas podem também, em alguns pacientes, provocar sensação de queimação, ardor e até coceira.

É um procedimento seguro?

A escleroterapia de telangectasias (aplicação ou “secagem de vasinhos”) é um tratamento bastante eficiente e seguro se feito corretamente e por médico especialista. Não requer anestesia e pode ser feito em ambiente ambulatorial (clínicas e consultórios).
Trata-se de um procedimento simples, em que o vaso é puncionado com uma agulha muito fina e uma substância esclerosante é injetada dentro dele, o que faz com que suas paredes sejam seladas e o vaso desapareça após certo período de tempo (vale ressaltar que o resultado não é imediato).

Como é realizado o procedimento?

A veia é puncionada sem a introdução completa da agulha na pele. Em média, apenas 1 a 3 mm da agulha são introduzidos, dependendo da profundidade, do tamanho do vaso e da espessura da pele. O volume injetado em cada sessão de aplicação é variável. No local das aplicações é colocado um mini-curativo de micropore (fita adesiva utilizada em curativos médicos) com pequenas bolinhas de algodão para evitar sangramento, que será retirado em casa. Em alguns casos pode ser utilizado o enfaixamento elástico complementar. 
Esse tratamento pode causar um desconforto discreto durante a sua realização, mas é muito bem tolerado pela grande maioria dos pacientes.

Quanto tempo leva para voltar às atividades normais?

Após as sessões de escleroterapia, o paciente pode retornar à sua rotina habitual, podendo voltar ao trabalho na mesma hora. Atividades físicas geralmente são recomendadas somente após 24 horas de cada sessão. Quanto aos banhos de sol, devem ser evitados por um período de aproximadamente 15 dias.

Podem ocorrer complicações?

As complicações desse tratamento são extremamente raras, mas podem ocorrer úlceras, flebites, manchas residuais e tromboses venosas. Outro efeito indesejável, mas também infrequente, é o aumento paradoxal da quantidade de vasos (que é tratado com a manutenção das aplicações). Podem aparecer pequenas crostas (semelhantes às de picadas de insetos), que desaparecem em poucas semanas. Os hematomas e as equimoses (manchas roxas na pele) são inerentes ao tratamento e desaparecem em poucos dias.

Existem outras formas de tratamento?

Outras modalidades de tratamento como o Laser, Luz Pulsada e Eletrocoagulação são utilizadas para o tratamento das telangectasias principalmente na face (queixo, bochechas, nariz), pescoço e colo.

Como são os resultados?

A esclerose dos vasinhos costuma ter resultados muito satisfatórios para a grande maioria das pacientes, com melhora importante do aspecto estético das pernas, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas. A velocidade de desaparecimento dos vasos é muito variável de paciente para paciente. Os resultados estão intimamente relacionados ao tamanho e quantidade dos vasos, e à presença de varizes associadas, além da resposta individual de cada paciente ao tratamento.
A esclerose pode ser eficaz desde que os “vasinhos” não estejam ligados a veias varicosas. Caso haja varizes associadas, o cirurgião pode indicar o tratamento cirúrgico adjuvante. Para fazer esta avaliação é recomendável a avaliação de um médico especialista em varizes.